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PARLAMENTAR CRIA PROJETO E ATÉ O PRESENTE MOMENTO O ATUAL PREFEITO NÃO SANCIONOU A LEI

       DR. GLAUCO SPINELLI JANNUZZI- VEREADOR DE PSDB DE CAÇAPAVA 
Proibido a utilização de fogos de artifícios ruidosos 
A cidade Caçapava, através do vereador Dr. Glauco Spinelli Jannuzzi   criou um projeto de lei que proíbe a utilização de fogos de artifício ruidosos no município.
Além de levar em consideração o sofrimento dos animais domésticos, visa impedir o incomodo causado nos hospitais, aos idosos, pessoas com síndrome de Down, entre outros.
Esta lei, mesmo ainda não sendo sancionada pelo atual prefeito,  já tem influenciado a população a não utilizar mais fogos com estampidos.
Esta iniciativa é um exemplo da preocupação com o efeito dos fogos de artificio na sociedade. Neste ano  durante a comemoração do natal não tivemos em Caçapava a comemoração com fogos de artifícios ruidosos.
No Réveillon do ano passado o empresário Mauricio de Souza foi exemplo, incentivando a população a não praticar o uso de fogos de artifícios.
Antigamente era tradicional a queima de fogos na chácara do criador da “Mônica” na zona rural de Caçapava.
 PESQUISA
Segundo Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News (www.revistaecotour.tur.br), – “radares meteorológicos mostraram algo incomum em torno de aves que caíram após o réveillon de 2013.
O radar da Base Militar em Little Rock (Arkansas) registrou uma anomalia atmosférica por quatro vezes entre 31 de dezembro e um de Janeiro.
Este serviço meteorológico dos EUA analisou um pontinho no radar que se apresentou ao redor de todas as aves que caíram do céu”.
O diretor de Operações Chris Buonanno alegou: – “a mancha na imagem definitivamente não é precipitação”. Apresentava-se como uma grande concentração de algo subindo ao céu, como “nuvens venenosas” que entraram na atmosfera superior devido ao movimento acelerado dos polos magnéticos.
O relatório afirma que todas as mortes de animais ocorreram em latitudes muito específicas (24-28 Norte e Sul 8-24), indicando que duas violações separadas da atmosfera superior da Terra estão permitindo que essas “nuvens venenosas” cheguem do espaço por meio da atmosfera mais baixa.
Diante de tantas tragédias, há necessidade de realizar um monitoramento, que tenha o potencial para registrar respostas às mudanças climáticas que já estão em andamento e observar o impacto da poluição oriunda dos fogos de artifício.
É fundamental detectar a quantidade de chuva por questões mais sérias e cautelosas. Neste verão, o índice pluviométrico está alterado em muitas regiões. É preciso conhecer a quantidade de água que acaba precipitando das nuvens por dia, mês e até mesmo ano, etc. Qual o fator que está incidindo mais nesta mudança, o aquecimento global, a urbanização (ilha de calor urbana) ou fogos de artifício?
As pesquisas sobre mudanças climáticas e biodiversidade no Brasil, apresentadas nos últimos anos pela comunidade científica nacional e internacional, são incipientes. É o que mostra a “Análise de Publicações Científicas Existentes Relativas aos Impactos das Mudanças Climáticas sobre a Biodiversidade”, trabalho realizado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.
“A falta de conhecimento dificulta que ações e estratégias de adaptação às mudanças climáticas sejam eficazes”, afirma Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário. Ela ressalta que a diversidade biológica e os serviços ambientais são essenciais para a manutenção da humanidade, mas as mudanças climáticas podem impactá-los severamente.
Pesquisa publicada no Journal of Geophysical Research-Atmospheres informou que o carbono negro, ou fuligem, contribui muito mais para o aquecimento global do que anteriormente reconhecido. Os cientistas dizem que as partículas podem estar tendo um efeito que é o dobro do imaginado em estimativas anteriores. Eles dizem que a fuligem perde apenas para o dióxido de carbono como o mais importante agente causador de aquecimento no planeta. As partículas também teriam impacto sobre os padrões de chuva.
Comemorações com fogos de artifício são traumáticas para os animais, cuja audição é mais apurada que a humana e, segundo pesquisas, são capazes de pressentir eventos sísmicos importantes. Devido à ocorrência dos fogos de artificio, os cães latem em desespero e, até, enforcam-se nas correntes. Os gatos têm taquicardia, salivação, tremores, medo de morrer, e escondem-se em locais minúsculos, alguns fogem para nunca mais serem encontrados. “Há animais que, pelo trauma, mudam de temperamento”, enfatiza Vininha F. Carvalho.
Enquanto o ser humano não aprender a preservar o que é bom e necessário para sua própria vida e dos animais, será muito difícil haver, de uma forma eficaz, a efetuação em massa da conservação de bens coletivos. É válido lembrar que coletivo não deveria ser encarado como sendo somente a natureza, mas também o meio urbano, que é coletivo a todos, afinal, somos nós quem o construiu e modificou. Vemos nos dias atuais, discursos bonitos em prol da preservação ambiental, mas que precisam ser incentivados e praticados de maneira sustentável.

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