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General provou ser racista em evento

Bolsonaro diz que não responde por declarações de seu vice

Bolsonaro diz que não responde por declarações de seu vice

O candidato de ultradireita à presidência do Brasil, Jair Bolsonaro, esquivou-se  da polêmica do seu vice se envolveu..

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, esquivou-se da polêmica em que se envolveu o general Hamilton Mourão, no primeiro evento público do qual participou como vice da chapa encabeçada por ele.

“Eu respondo pelos meus atos, ele pelos dele”, resumiu Bolsonaro ao ser questionado sobre o discurso de Mourão. Ontem, em um evento na cidade gaúcha de Caxias do Sul, o general afirmou que o Brasil “herdou a cultura de privilégios dos ibéricos, a indolência dos indígenas e a malandragem dos africanos”.

O militar falava sobre as condições de subdesenvolvimento do País e da América Latina.

Bolsonaro, afirmou  que as declarações polêmicas não mancham sua campanha e são de responsabilidade do general.

O presidenciável também comentou sobre o significado da palavra indolência.

“É a capacidade de perdoar? O índio perdoa”,  tentou desconversar.

general Mourão, o polêmico
vice de Bolsonaro
Antônio Hamilton Martins Mourão

Escolhido aos 45 do segundo tempo, o general do Exército Antonio Hamilton Martins Mourão (PRTB) é o vice de Jair Bolsonaro (PSL).

Natural de Porto Alegre, Mourão nasceu em 1953 e é conhecido por dar declarações polêmicas, sempre enaltecendo o regime militar. Em palestra no ano passado, falou sobre a possibilidade de uma intervenção militar no país em eventual situação de “caos” nacional e crise política.

O tom de seus discursos e posteriores críticas ao governo Michel Temer acabaram custando a ele, no final do ano passado, o cargo de secretário de Economia e Finanças do Exército.

Esta não foi a primeira vez que ele causou polêmica. Em outra ocasião anterior, em 2015, Mourão fez uma homenagem ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, conhecido torturador da ditadura militar, chamando-o de “herói”.

A atitude somada ao seus posicionamentos polêmicos sinalizando defesa da ditadura fizeram com que ele fosse removido naquele ano do CMS (Comando Militar do Sul), onde atuava há cerca de um ano e meio.

Questionado sobre a possibilidade de intervenção militar no país, Mourão afirmou que “ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós [Exército] teremos que impor isso”.

Segundo ele, o objetivo deve ser alcançado “de qualquer maneira”: “Então, se tiver que haver, haverá”, frisou.

Tais declarações foram criticadas pelo comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, que afirmou que a instituição defende “a manutenção da democracia e a preservação da Constituição”. Bolsonaro, por outro lado, defendeu a fala do general.

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