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Cabide de empregos

Taubaté

Esposa do vereador João Vidal ganha cargo em agência ligada ao governo do Estado

João Vidal (PSB), vereador em Taubaté

 João Vidal (PSB) ligado ao partido do governador tem atuado na campanha de Márcio França na RMVale

Rita de Cassia, esposa de João Vidal, foi nomeada diretora adjunta da Agemvale, com salário de quase R$ 10 mil; vereador tem atuado na campanha à reeleição do governador Márcio França, responsável pela nomeação

A esposa do vereador João Vidal (PSB), de Taubaté, ganhou um cargo na Agemvale (Agência Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte), órgão ligado ao governo estadual, que é comandado desde abril por Márcio França (PSB).

A nomeação de Rita de Cássia Silveira Antunes Vidal foi feita por França no fim de maio, um mês e meio após assumir o Estado.

Correligionário do governador, João Vidal tem atuado intensamente na pré-campanha de França à reeleição.

PERFIL.

Rita de Cássia, que é advogada especializada em Direito Público e estudante de Contabilidade, foi nomeada para o cargo de diretora adjunta.

O salário é de R$ 9.762,21 – mais do que o marido recebe  como vereador (R$ 8.363,90).

O vereador taubateano  João Vidal negou relação entre sua atuação na campanha de França e a nomeação da esposa.

“Minha esposa, além de ter formação técnica, também é filiada ao PSB. Cargos de confiança são preenchidos com pessoas de confiança.

Ela é de confiança do governador, dá conta facilmente das atribuições que o cargo exige”, disse.

CABIDE DE EMPREGOS.

A Agemvale faz parte do tripé da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte).

A RMVale foi criada em 2012, com um Conselho de Desenvolvimento, formado pelos 39 prefeitos da região. No ano seguinte, foi criado o Fundo de Desenvolvimento, que reuniria a verba para a RM. Em 2015 foi instituída a Agemvale, que seria o braço operacional desse tripé.

A ideia era que os projetos de interesse regional definidos pelos prefeitos fossem retirados do papel pela agência, que é vinculada à Subsecretaria de Assuntos Metropolitanos, ligada à Casa Civil. No entanto, isso nunca aconteceu.

Sem conseguir tirar do papel projetos como o sistema regional de videomonitoramento, a Agemvale serviu até agora como cabide de empregos de grupos políticos ligados ao governador. Até abril desse ano, com Geraldo Alckmin (PSDB) no poder, os cargos eram distribuídos entre os tucanos.

Em maio, um mês após Márcio França tomar posse, os cargos foram redistribuídos para indicados do PSB e também do PV e do PPS, partidos que apoiarão a candidatura do governador à reeleição.

REPERCUSSÃO.

Questionada sobre as nomeações, a Subsecretaria de Assuntos Metropolitanos alegou que os servidores foram “escolhidos, eminentemente, por suas atribuições profissionais atenderem às necessidades dos cargos ocupados”..

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