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Gasolina com preços abusivos

O preço do litro da gasolina ficou mais caro nos postos de São José dos Campos e Taubaté depois  da greve dos caminhoneiros

 
 Posto divulga preço do litro da gasolina R$ 3,13—-Diesel Comum: R$ 2,97- Antes da Greve dos Caminhoneiros

A corrida aos postos elevou o valor da gasolina.

Em São José dos Campos, 10 postos foram autuados pelo Procon por causa de preço considerado abusivo.

Segundo a pesquisa feita pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), no dia 25 de maio, após cinco dias de paralisação, o litro da gasolina era encontrado a R$ 4,60 em São José dos Campos, maior preço aplicado segundo o levantamento.

O menor era de R$ 3,99.

Em Taubaté, o posto mais caro cobrava R$ 4,31 pelo litro do combustível e o com o menor preço R$ 3,98.

 A  diferença em um posto chegou a R$ 0,51 em Taubaté – em um posto às margens da Dutra, no Jardim Paulista, o valor saltou de R$ 3,98 para R$ 4,49.

Em outro posto, na avenida Independência, saltou de R$ 3,99 para R$ 4,19 e; em outro posto às margens da Dutra, na região central, o preço passou de R$ 4,09 para R$ 4,29.

Em São José dos Campos, a diferença de preço chegou a R$ 0,25 – o preço passou de R$ 3,99 para R$ 4,19 em um posto na Vila Industrial.

Em Caçapava, todos os postos aumentaram o preço da gasolina e existem alguns comerciantes vendendo gasolina batizada. (Gasolina-misturada com alcool e outras artemanhas).

 Quem paga a conta sempre é o povo.
Após fim da greve, gasolina volta a subir nas refinarias
Reajustes diários da gasolina seguem a todo vapor
posto de gasolina abastecimento

Petrobrás continua aumentando “todos os dias” o preço da gasolina

A greve dos caminhoneiros colocou em xeque a política de preços da Petrobrás e levou a estatal a congelar o valor cobrado pelo diesel nas refinarias, mas os reajustes diários da gasolina seguem a todo vapor. O  litro da gasolina no dia 03 de junho    passou a R$ 2,0113 nas refinarias da Petrobrás, alta de 2,2% em relação aos preços da semana passada.

Foi a segunda elevação seguida na gasolina, depois de cinco quedas. Ao longo da semana em que os protestos dos caminhoneiros pararam estradas em diversos pontos do País, o combustível acumulou redução de 6,4%.Com as elevações do último dia 3 a alta acumulada ficou em 3%.

Em outubro de 2016, cinco meses após a chegada do ex-presidente Pedro Parente à Petrobrás, a estatal anunciou mudanças em sua política de preços. Um comitê de executivos foi formado apenas para definir valores, que passaram a ser alinhados aos preços internacionais, incluindo a variação cambial.

A primeira decisão do comitê foi por baixar os preços nas refinarias, já que, desde o início de 2016, a cotação do barril de petróleo vinha em queda.

Até outubro daquele ano, enquanto o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff provocava a mudança do governo federal, a Petrobrás manteve seus preços, aproveitando para engordar o caixa. Só que a redução dos preços lá fora incentivou distribuidoras privadas a importar combustíveis, já que a Petrobrás, única produtora nacional de derivados, comanda os preços domésticos. A estatal reduziu os preços para não perder mercado.

Em julho de 2017, a Petrobrás introduziu os reajustes diários.

A lógica da política ficou mantida, conforme o anunciado em outubro de 2016, mas a estatal passou a anunciar o valor nas refinarias a cada dia.

Não é possível saber se os movimentos recentes na gasolina chegaram ao consumidor nos postos, pois a Agência Nacional de Petróleo (ANP) ainda não publicou em seu site o levantamento de preços referente à semana iniciada na última segunda-feira, dia 28. Na semana até o sábado, dia 26, o litro da gasolina nos postos custava R$ 4,435 na média nacional.

A diferença em relação aos valores cobrados pela Petrobrás nas refinarias se deve aos impostos e às margens de distribuição. Segundo a própria estatal, o preço na refinaria responde por 33% do valor na bomba. Tributos federais são 15%, enquanto o ICMS, imposto estadual, pesa 28%, na média nacional. O etanol adicionado à mistura da gasolina responde por 12%, enquanto os outros 12% se referem às margens de distribuição e revenda desse produto.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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